Está em perigo? Não chame a polícia

Mora em Recife? Então deve sentir fortes emoções quando o assunto é segurança pública, mais precisamente da polícia pernambucana. Na dúvida, não chame a polícia.

Para além da beleza de nossas praias, do esplendor de nossa arquitetura antiga, da cordialidade recifense, temos um inconveniente cotidiano: a polícia local. Quando falo de polícia local, entenda-se duas polícias: civil e militar.

Como aqui em Recife temos um certa pretensão a grandezas, não poderia deixar de destacar a incompetência da polícia.

Esta que simplesmente ignora a maioria dos bairros, se concentrando em alguns pontos turísticos e na parte economicamente visível da cidade (claro, dependendo da hora. Não imagine encontrar policial as 2 horas da madrugada por aqui, isso é uma heresia).

Não chame a polícia

Um caso peculiar

Para ilustrar essa (in)competência generalizada, gostaria de compartilhar com todos o atual estado da segurança pública de um dos bairros recifenses, o bairro do Cordeiro.

Nesse bairro, é difícil encontrar alguém que já não tenha presenciado ou ouvido relatos de assaltos ou violência praticada por bandidos. Comerciantes, escolas, igrejas, postos de saúde, prestadores de serviços em geral são alvos fáceis.

São constantes os relatos de assaltos e arrombamentos. Em alguns casos, os assaltantes já chegam falando: vim buscar minha parte, você reservou?

Alguns podem alegar que o desemprego, a violência desenfreada, ou mesmo a região que circunda o bairro do Cordeiro poderiam ser culpadas. Mas o que falta mesmo é polícia. Falta em sua essência, um plano de segurança pública que trate de resolver os problemas de segurança da população.

Não adianta aqui repetir a ladainha de que nós somos cidadãos e precisamos exigir nossos direitos, pois isso é conversa de líder comunitário. É necessário avançar além disso, aprimorar um plano de segurança pública, que envolva repressão contínua a meliantes de plantão.

Não chame a polícia

No atual cenário nem adianta ligar para a polícia. Lembram do 190? Aqui em Recife isso é uma falácia. Os operadores fingem que não lhe ouvem, ou quando ouvem, fingem que estão enviando apoio policial.

Na atual perspectiva, o 190 é mais um aliado dos ladrões na escalada do crime. Já tentou usar o 190 hoje? Tente usar em um momento de emergência e você verá como são bem (in)eficientes.

Melhor seria reagir a esperar pela vagarosa polícia pernambucana. Talvez estejam bem ocupados nos festejos juninos. Ou será carnaval? Desculpas não faltam…

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