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O ministro do Interior holandês fez um pedido aos policiais do país: parem de usar drogas quando estão de folga. Segundo ele, o consumo de drogas, mesmo daquelas consideradas leves, afeta a imagem da força.
O uso de algumas drogas é tolerado na Holanda. A venda de maconha em pequenas quantidades é regulamentada pelo governo nos chamados “coffee shops”. “O ministro não quer que os policiais usem essas drogas, como a maconha, nem durante seu tempo livre. Isso não combina com a apresentação da polícia ao público”, disse um porta-voz do ministro.
Há 25 forças regionais de polícia na Holanda. Algumas delas já implementaram uma política antidrogas entre os membros da corporação. Outras ainda não fizeram nada. “Nós deveríamos ter uma regra para toda a força”, disse o porta-voz.
Via:G1 -
Que os estratos privilegiados de nosso país vivem recheados de drogas, isso não é nenhuma novidade. Afinal quanto maior a renda, maior será o acesso a fontes de entretenimento, no qual, infelizmente se incluem as drogas ilícitas.
Com o filme Tropa de Elite, esta constatação ficou ainda mais clara. Faltava, porém, um estudo mais acurado do tema. Pois bem, a Fundação Getúlio Vargas, através do economista Marcelo Néri, investigou e concluiu o óbvio: A Classe A é maior consumidora de drogas do país. Confira a matéria completa do Yahoo Notícias:
Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que jovens da classe A são os maiores consumidores de drogas do País. O economista Marcelo Néri batizou o estudo divulgado hoje de “Droga de Elite”, em referência ao filme “Tropa de Elite”, de José Padilha. “O retrato é muito semelhante daquele traçado no filme. Quem consome drogas é o garoto de elite, são jovens homens brancos solteiros de alta renda que vivem nas capitais do Sudeste e freqüentam uma instituição privada de ensino: 62% da classe A, com cartão de crédito”, disse.O estudo mostra ainda que apenas 0,06% da população do Brasil declarou consumir drogas. Em valores atualizados, a despesa média com drogas das pessoas que declararam ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) consumir maconha, lança-perfume ou cocaína é de R$ 75 por mês. “Nossa política contra o tráfico enfatiza muito a questão da oferta, e pouco a questão do consumidor, como o filme chama a atenção. É preciso ter alguma política sobre isso, seja a liberação do consumo de drogas leves, seja uma repressão. Acho que estamos no pior dos mundos.”
Ele interpretou como “efeito colateral da droga” o fato de o estudo ter detectado, entre esses jovens, alto índice (11,8%) de atraso no pagamento de aluguel e de moradia em áreas onde foram relatados problemas com violência na vizinhança (63%). O perfil do consumidor de droga no País foi traçado com base em dados da última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE, de 2003.