Com tantos ricos, somos pobres
Deste modo, enquanto a ciranda financeira predomina, milhões de pessoas padecem na pobreza extrema, em diversos recantos do planeta. Assim, quando um governo vem salvar a economia do seu país, tampando “buracos” deixados pelos especuladores, deixa de atender seus cidadãos mais desfavorecidos, ou mesmo, traçar soluções para reduzir a pobreza no mundo.
Na última semana, os governos europeus, representados por seus bancos centrais gastaram inimagináveis US$ 2,5 trilhões de dólares. Uma triste constatação é que apenas 10% desse valor seria suficiente para resolver uma das consequências mais extremas da pobreza, ou seja, a fome em lugares como o continente africano.
Quando refletimos diante disso, vemos que nossas prioridades estão deturpadas. Preferimos ver nosso semelhante padecer na miséria, enquanto queremos que o governo sustente a bolha, a especulação, alimentadas por nós mesmos (você não hesitaria em trocar de banco ao saber que ele está investindo em fundos contra a pobreza?).
Há que se fazer algo nesse sentido de forma urgente. E a ação deve começar em nós, para que depois reflita em toda a sociedade. Estamos em um momento em que a sociedade civil (onde existe democracia), pode com seus movimentos, traçar estratégias, por em práticas agendas que permitam a resolução de problemas que afligem ao conjunto da sociedade. A pobreza é um desses problemas, que pode ser resolvido também por vontade política. Basta querer, basta poder.

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